Coisas Sinistras

Oct 27
A ATLÂNTIDA ESPANHOLA
Em março de 2011, o arqueólogo Richard Freund ganhou notoriedade na imprensa internacional ao proclamar em alto e bom som que ele e sua equipe tinham finalmente encontrado as ruínas da legendária cidade de Atlântida, descrita originalmente pelo filósofo grego Platão e que desde a antiguidade vem inflamando a imaginação das pessoas.
 

Professor da Universidade de Hartford, Freund encontrou a primeira pista para o que ele supõe ser a solução do mistério em 2008, ao examinar uma série de fotografias da costa da Espanha tirada por satélites. As fotografias mostravam uma série de linhas retas sob as águas, e que tinham todas as características de serem ruínas submersas nos arredores do Parque Nacional Dona Ana, na costa espanhola.
Nos dois anos seguintes, Freund e seus colaboradores vasculharam a região e encontraram uma série de artefatos que lhes deram a certeza de que estavam na pista de alguma coisa. Esses artefatos traziam gravados um símbolo que, de acordo com Freund, é semelhante ao símbolo da Atlântida descrito por Platão.
Outros indícios encontrados pelo arqueólogo reforçaram suas conclusões. Entre eles, restos de madeira que, quando analisados, revelaram evidências de que teria havido uma grande e súbita mortandade, causada por um tsunami ocorrido por volta do ano 440 a.C. Para Hartford, teria sido esse tsunami que destruiu a Atlântida. O entusiasmo de Hartford, no entanto, é prematuro, uma vez que suas descobertas não coincidem com as datas fornecidas por Platão. Em seus diálogos, Timeu eCrítias, o filósofo grego diz que o mito da Atlântida chegou até nós graças ao estadista grego Sólon, que teria ouvido a história dos egípcios. Acontece que Sólon nasceu em 638 a.C. e morreu em 558 a.C. Ou seja, quando os egípcios contaram a história da Atlântida a Sólon, o tsunami de 440 a.C. nem sequer tinha acontecido. Para piorar ainda mais as coisas, os próprios egípcios disseram que a catástrofe que destruiu a Atlântida ocorreu muito tempo antes, mais exatamente há dez mil anos.Os achados de Hartford não estão em discussão. Tudo indica que de fato houve uma cidade nas costas da Espanha que foi destruída por um tsunami no ano 440 a.C. Mas, qualquer que seja essa cidade, uma coisa é certa: não era a Atlântida.

A ATLÂNTIDA ESPANHOLA

Em março de 2011, o arqueólogo Richard Freund ganhou notoriedade na imprensa internacional ao proclamar em alto e bom som que ele e sua equipe tinham finalmente encontrado as ruínas da legendária cidade de Atlântida, descrita originalmente pelo filósofo grego Platão e que desde a antiguidade vem inflamando a imaginação das pessoas.

Professor da Universidade de Hartford, Freund encontrou a primeira pista para o que ele supõe ser a solução do mistério em 2008, ao examinar uma série de fotografias da costa da Espanha tirada por satélites. As fotografias mostravam uma série de linhas retas sob as águas, e que tinham todas as características de serem ruínas submersas nos arredores do Parque Nacional Dona Ana, na costa espanhola.

Nos dois anos seguintes, Freund e seus colaboradores vasculharam a região e encontraram uma série de artefatos que lhes deram a certeza de que estavam na pista de alguma coisa. Esses artefatos traziam gravados um símbolo que, de acordo com Freund, é semelhante ao símbolo da Atlântida descrito por Platão.

Outros indícios encontrados pelo arqueólogo reforçaram suas conclusões. Entre eles, restos de madeira que, quando analisados, revelaram evidências de que teria havido uma grande e súbita mortandade, causada por um tsunami ocorrido por volta do ano 440 a.C. Para Hartford, teria sido esse tsunami que destruiu a Atlântida.
 O entusiasmo de Hartford, no entanto, é prematuro, uma vez que suas descobertas não coincidem com as datas fornecidas por Platão. Em seus diálogos, Timeu eCrítias, o filósofo grego diz que o mito da Atlântida chegou até nós graças ao estadista grego Sólon, que teria ouvido a história dos egípcios. Acontece que Sólon nasceu em 638 a.C. e morreu em 558 a.C. Ou seja, quando os egípcios contaram a história da Atlântida a Sólon, o tsunami de 440 a.C. nem sequer tinha acontecido. Para piorar ainda mais as coisas, os próprios egípcios disseram que a catástrofe que destruiu a Atlântida ocorreu muito tempo antes, mais exatamente há dez mil anos.
Os achados de Hartford não estão em discussão. Tudo indica que de fato houve uma cidade nas costas da Espanha que foi destruída por um tsunami no ano 440 a.C. Mas, qualquer que seja essa cidade, uma coisa é certa: não era a Atlântida.

Oct 27

Comunicação com os Mortos 
Hamlet se refere à morte como um território desconhecido, do qual nunca ninguém voltou para contar como é. Apesar disso, a crença de que a alma humana sobrevive à morte do corpo físico é mais antiga do que a própria humanidade. Antes mesmo que o ser humano atual surgisse, há cinquenta mil anos, o Homem de Neanderthal já enterrava seus mortos com rituais que sugerem fortemente a esperança de que o morto continuasse vivendo num outro mundo. Desde então, praticamente não existe religião, crença ou cultura que não descreva algum tipo de vida após a morte – o Amenti egípcio, o Paraíso e o Inferno dos cristãos, o plano astral dos esoteristas, o Bardo do budismo tibetano são todos diferentes versões do mundo que supostamente nos espera.
A hipótese de que a consciência humana sobreviva à morte automaticamente levanta uma outra possibilidade ainda mais intrigante: a de que talvez seja possível estabelecer algum tipo de comunicação com os mortos. Histórias de fantasmas e aparições dão mais peso a essa possibilidade. Mesmo que a grande maioria dessas histórias possa ser descartada como pura lenda, crendice ou farsa, resta uma pequena porcentagem que desafia explicações racionais.
A natureza bizarra de seus rituais sempre fez com que a necromancia fosse olhada com desconfiança pelas instituições religiosas e, com o tempo, ela foi quase completamente abandonada. A partir do século XIX, os necromantes foram substituídos por médiuns, pessoas que alegam enviar e receber mensagens dos mortos graças a um dom puramente psíquico, sem necessidade de todo o aparato exótico da necromancia. De acordo com os que acreditam, existem vários tipos de mediunidade:
Clarividência: a capacidade de ver os mortos.Clariaudiência: a capacidade de ouvir as vozes dos mortos
Psicografia: a capacidade de escrever mensagens ditadas pelos mortos.
Intuição: a capacidade de receber insights, que muitos acreditam se originar de uma fonte espiritual
Para os que acreditam, essas vozes se originariam de espíritos desencarnados tentando se comunicar com os vivos. Para os que não acreditam, elas teriam uma explicação natural. Os céticos salientam que o cérebro humano é programado para perceber padrões significativos mesmo onde não existe nenhum, como quando, por exemplo, olhamos para uma nuvem e vemos um elefante. De acordo com eles, os EVP seriam o equivalente auditivo dessa mesma tendência, que nos faria ouvir vozes onde existem apenas ruídos aleatórios.
Para os que acreditam, essas vozes se originariam de espíritos desencarnados tentando se comunicar com os vivos. Para os que não acreditam, elas teriam uma explicação natural. Os céticos salientam que o cérebro humano é programado para perceber padrões significativos mesmo onde não existe nenhum, como quando, por exemplo, olhamos para uma nuvem e vemos um elefante. De acordo com eles, os EVP seriam o equivalente auditivo dessa mesma tendência, que nos faria ouvir vozes onde existem apenas ruídos aleatórios.

Comunicação com os Mortos 

Hamlet se refere à morte como um território desconhecido, do qual nunca ninguém voltou para contar como é. Apesar disso, a crença de que a alma humana sobrevive à morte do corpo físico é mais antiga do que a própria humanidade. Antes mesmo que o ser humano atual surgisse, há cinquenta mil anos, o Homem de Neanderthal já enterrava seus mortos com rituais que sugerem fortemente a esperança de que o morto continuasse vivendo num outro mundo. Desde então, praticamente não existe religião, crença ou cultura que não descreva algum tipo de vida após a morte – o Amenti egípcio, o Paraíso e o Inferno dos cristãos, o plano astral dos esoteristas, o Bardo do budismo tibetano são todos diferentes versões do mundo que supostamente nos espera.

A hipótese de que a consciência humana sobreviva à morte automaticamente levanta uma outra possibilidade ainda mais intrigante: a de que talvez seja possível estabelecer algum tipo de comunicação com os mortos. Histórias de fantasmas e aparições dão mais peso a essa possibilidade. Mesmo que a grande maioria dessas histórias possa ser descartada como pura lenda, crendice ou farsa, resta uma pequena porcentagem que desafia explicações racionais.

A natureza bizarra de seus rituais sempre fez com que a necromancia fosse olhada com desconfiança pelas instituições religiosas e, com o tempo, ela foi quase completamente abandonada. A partir do século XIX, os necromantes foram substituídos por médiuns, pessoas que alegam enviar e receber mensagens dos mortos graças a um dom puramente psíquico, sem necessidade de todo o aparato exótico da necromancia. De acordo com os que acreditam, existem vários tipos de mediunidade:

Clarividência: a capacidade de ver os mortos.
Clariaudiência: a capacidade de ouvir as vozes dos mortos

Psicografia: a capacidade de escrever mensagens ditadas pelos mortos.

Intuição: a capacidade de receber insights, que muitos acreditam se originar de uma fonte espiritual

Para os que acreditam, essas vozes se originariam de espíritos desencarnados tentando se comunicar com os vivos. Para os que não acreditam, elas teriam uma explicação natural. Os céticos salientam que o cérebro humano é programado para perceber padrões significativos mesmo onde não existe nenhum, como quando, por exemplo, olhamos para uma nuvem e vemos um elefante. De acordo com eles, os EVP seriam o equivalente auditivo dessa mesma tendência, que nos faria ouvir vozes onde existem apenas ruídos aleatórios.

Para os que acreditam, essas vozes se originariam de espíritos desencarnados tentando se comunicar com os vivos. Para os que não acreditam, elas teriam uma explicação natural. Os céticos salientam que o cérebro humano é programado para perceber padrões significativos mesmo onde não existe nenhum, como quando, por exemplo, olhamos para uma nuvem e vemos um elefante. De acordo com eles, os EVP seriam o equivalente auditivo dessa mesma tendência, que nos faria ouvir vozes onde existem apenas ruídos aleatórios.